Chiquinho Conde Fica? FMF Negocia Renovação Até 2028 Com Aumento Salarial

 

Seleccionador nacional pode assinar novo contrato de dois anos já em Março, garantindo presença no CAN-2028

Chiquinho Conde está prestes a iniciar a sua quarta passagem oficial pelos Mambas. A Federação Moçambicana de Futebol (FMF) está em negociações avançadas para renovar o contrato do seleccionador nacional até 2028, com perspectivas de melhorias salariais tanto para o treinador como para a sua equipa técnica.




Contrato Expirou, Mas Negociações Avançam

O anterior vínculo de Chiquinho Conde com a FMF terminou por caducidade a 31 de Janeiro de 2026.

Cinco dias depois, a 5 de Fevereiro, a federação enviou carta formal ao técnico manifestando intenção de iniciar negociações para renovação contratual.

Esta cronologia revela procedimento ligeiramente atípico: o contrato expira primeiro, negociações começam depois. O ideal seria ter renovação garantida antes do termo do vínculo anterior, evitando vácuo contratual.

Dois Anos Até ao CAN-2028

Segundo fonte da FMF, o novo contrato deverá estender-se até 2028, o que significa que Chiquinho Conde orientará os Mambas durante toda a campanha de qualificação e participação no Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2028.

Assumindo que o acordo seja assinado em Março de 2026, como se antecipa, Conde terá aproximadamente dois anos e meio de trabalho garantido – período que lhe permitirá implementar projecto desportivo mais estruturado e de médio prazo.

Melhorias Salariais na Mesa

Um dos aspectos mais relevantes da negociação em curso são as perspectivas de aumento salarial.

A fonte da FMF indica que as melhorias não se limitarão ao seleccionador, mas estender-se-ão também ao seu staff técnico – treinadores adjuntos, preparador físico, analista de jogo e restante equipa de apoio.

Embora não tenham sido revelados valores específicos, o facto de haver negociação sobre remuneração sugere que Conde e o seu staff têm margem negocial e reconhecimento do seu trabalho.

Contra-Proposta Sob Análise

O processo negocial já avançou para fase de troca de propostas.

Na sexta-feira passada, a FMF comunicou formalmente a Chiquinho Conde que recebeu a sua contra-proposta e que iria analisá-la "cuidadosamente" antes de se pronunciar "em tempo útil".

Esta linguagem diplomática é típica de negociações contratuais: cada parte apresenta condições, a outra analisa, e eventualmente chegam a compromisso.

O facto de existir contra-proposta indica que Conde não aceitou imediatamente os termos iniciais da FMF, exercendo o seu direito de negociar condições mais favoráveis.

Quarta Passagem pelos Mambas

Se o acordo for concretizado, será a quarta ocasião em que Chiquinho Conde assume o comando técnico da selecção nacional.

Primeira vez (2010): Um único jogo amigável contra Portugal, nas vésperas do Mundial da África do Sul. Foi compromisso pontual, quase simbólico.

Segunda passagem (Outubro 2021 - Junho 2024): Período mais longo e substancial, durando quase três anos, durante o qual houve uma adenda contratual. Este foi o ciclo em que Conde consolidou posição como seleccionador.

Terceira passagem (Julho 2024 - Janeiro 2026): Contrato de aproximadamente seis meses que acabou de expirar.

Quarta passagem (2026-2028?): Se confirmada, será a renovação que o levará até ao CAN-2028.

O Capitão Que Virou Treinador

Chiquinho Conde tem história profunda com a selecção moçambicana.

Como jogador, foi capitão dos Mambas, liderando a equipa dentro de campo durante anos. A transição de capitão a seleccionador representa continuidade de liderança, mas agora fora das quatro linhas.

Esta vivência como internacional moçambicano confere-lhe credibilidade junto dos jogadores e compreensão visceral das dinâmicas da selecção.

Balanço do Ciclo Anterior

Avaliar o desempenho de Chiquinho Conde nos últimos anos é exercício necessário para contextualizar esta renovação.

Pontos positivos:

  • Estabilidade: Comparado com períodos de mudanças constantes de treinadores, Conde trouxe continuidade
  • Conhecimento local: Compreende realidade do futebol moçambicano
  • Identificação: É figura respeitada no meio futebolístico nacional

Desafios:

  • Resultados irregulares: Moçambique continua a lutar para competir consistentemente ao mais alto nível africano
  • Qualificações frustradas: Objectivos de presença em grandes competições nem sempre alcançados
  • Renovação geracional: Dificuldade em integrar nova geração mantendo experiência

O Que Esperar do Ciclo 2026-2028?

Com dois anos de contrato garantido, Conde terá tempo para:

Construir equipa para CAN-2028 - Planeamento de médio prazo permite trabalho mais estruturado

Integrar talentos emergentes - Identificar e desenvolver jovens valores do futebol moçambicano

Implementar filosofia de jogo clara - Continuidade permite consolidação de modelo táctico

Fortalecer espírito de grupo - Tempo cria coesão e identidade colectiva

As Expectativas dos Adeptos

Torcedores moçambicanos têm relação complexa com a selecção nacional: paixão inabalável misturada com frustração recorrente.

A renovação de Chiquinho Conde será recebida com sentimentos mistos:

Optimistas dirão: continuidade é importante, Conde conhece a casa, merece tempo para trabalhar

Cépticos questionarão: mais do mesmo não levará aos mesmos resultados? Não seria altura de tentar abordagem diferente?

Comparação Regional

No contexto da região COSAFA e de África, Moçambique continua a procurar a sua posição.

Vizinhos como África do Sul, Zimbabwe e Angola têm tradições futebolísticas mais consolidadas. Madagascar surpreendeu recentemente com presença no CAN.

O ciclo 2026-2028 será teste crucial: Conde conseguirá elevar Moçambique neste panorama competitivo?

A Questão Salarial e Profissionalização

O facto de haver negociação sobre aumentos salariais reflecte debate mais amplo sobre profissionalização do futebol moçambicano.

Pagar melhor ao seleccionador e staff é investimento em competência e dedicação exclusiva. Mas também exige resultados correspondentes.

A FMF, entidade frequentemente criticada por gestão opaca, terá de equilibrar remunerações justas com responsabilização por desempenho.

Transparência ou Secretismo?

Note-se que as informações sobre a negociação vêm de "fonte da FMF" anónima, não de comunicação oficial pública.

Esta falta de transparência é característica da gestão do futebol moçambicano: decisões importantes são tomadas e comunicadas informalmente, sem escrutínio público adequado.

Num contexto de melhor governação, a FMF deveria:

  • Anunciar publicamente intenção de renovar
  • Explicar critérios de avaliação de desempenho
  • Divulgar valores contratuais (dentro da razoabilidade)
  • Estabelecer objectivos claros para o ciclo

Chiquinho Conde merece renovação? Dois anos é tempo suficiente ou demasiado? Que objectivos concretos deveria ter para justificar novo contrato? Moçambique tem alternativas melhores? O problema é o treinador ou a estrutura do futebol nacional? Partilha a tua opinião sobre o futuro dos Mambas.

Artigo elaborado com base em informações públicas para promover debate informado sobre futebol nacional e gestão da selecção moçambicana.

Enviar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem

Ad 1

Ad 2

https://www.profitablecpmratenetwork.com/yxh2me69y2?key=25e889039b0ee8edf21217b9de1d5fb9