SIMO desmente falha interna e revela que sabotagem em infraestrutura crítica causou interrupção de pagamentos em terminais ATM e POS.
A Sociedade Interbancária de Moçambique (SIMO) veio a público esclarecer os reais motivos por trás da indisponibilidade de serviços de pagamento electrónico registada no dia 11 de Fevereiro de 2026. Ao contrário do que foi especulado inicialmente, o problema não teve origem numa avaria do sistema, mas sim num acto criminoso.
Vandalismo e Não "Avaria do Sistema"
Nas últimas semanas, várias notícias circularam apontando para um suposto "apagão generalizado" causado por falhas internas na SIMOrede. No entanto, a entidade gestora da Rede Única Nacional de Pagamentos desmentiu categoricamente esta narrativa.
Em comunicado oficial, a SIMO revelou que a interrupção nos terminais de ATM (caixas electrónicas) e POS (terminais de pagamento automático) de alguns bancos foi consequência directa da vandalização deliberada da fibra óptica de alta velocidade.
O Efeito Dominó: Como a Rede Caiu
A infraestrutura de telecomunicações é a espinha dorsal do sistema financeiro moderno. Segundo a SIMO, a sabotagem provocou uma severa "perda do sinal".
A situação tornou-se crítica porque os criminosos conseguiram comprometer simultaneamente a ligação redundante — ou seja, o sistema de segurança que deveria manter a rede a funcionar caso a ligação principal falhasse. Este duplo golpe técnico resultou na indisponibilidade momentânea que frustrou milhares de moçambicanos ao tentarem realizar transacções.
Resposta Rápida e Restabelecimento
Apesar da gravidade do ataque à infraestrutura física, a resposta institucional foi célere. A SIMO garante que, logo após a detecção do incidente, os procedimentos de recuperação foram imediatamente activados. Esta acção rápida permitiu que o restabelecimento integral dos serviços ocorresse ainda no mesmo dia, minimizando o impacto na economia e no dia-a-dia dos cidadãos.
Prevenção e o Futuro dos Pagamentos em Moçambique
Reconhecendo a vulnerabilidade das infraestruturas físicas num país em desenvolvimento, a SIMO informou que já estão em curso acções para implementar mecanismos de resposta mais eficientes contra incidentes semelhantes.
A entidade aproveitou para reiterar o seu compromisso central: assegurar um sistema electrónico de pagamentos moderno, integrado e de acesso universal. A meta continua a ser a massificação dos pagamentos digitais em Moçambique, um passo fundamental para a inclusão financeira e modernização da economia.
O incidente levanta questões sérias sobre a segurança das infraestruturas críticas de telecomunicações em Moçambique. A vandalização de cabos de fibra óptica (muitas vezes para roubo de materiais) deixou de ser apenas um problema das operadoras de telefonia e passou a ser uma ameaça directa à estabilidade financeira do país. Que medidas de segurança física e electrónica devem ser reforçadas pelo Estado para proteger a economia digital?
(Artigo elaborado com base no comunicado oficial da SIMO. Partilhe a sua opinião nos comentários: Já foi afectado por falhas na rede ao tentar fazer pagamentos?)
